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O que a perda auditiva tem a ver com o Alzheimer? TUDO!

July 30, 2019

Atualmente, menos de 10% das pessoas sabem que tem um problema auditivo e quais são as consequências da perda auditiva não tratada.

 

Além disso, a perda auditiva já se tornou a segunda principal doença crônica no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

 

E daquelas que sabem que tem uma perda auditiva, é muito comum elas falarem que não precisam colocar aparelho auditivo, pois conseguem “se virar” muito bem no seu dia a dia e que a dificuldade auditiva não atrapalha na sua comunicação já que não se importam de pedir para as pessoas repetirem de vez em quando. Às vezes, culpam até mesmo o outro por não articularem direito ou o próprio ambiente por estar ruidoso.

 

Ledo engano quem pensa dessa forma! Ter uma perda auditiva não tratada ou ignorada pode não parecer a maior dificuldade, mas pode ter um grande impacto a médio e longo prazo na saúde, na segurança e no emocional. Com o passar do tempo, elas podem até mesmo a começar a se isolar e nem perceber.

 

A perda auditiva afeta não somente a nossa comunicação, mas pode causar prejuízos graves ao nosso cérebro que fica em privação sensorial. Várias pesquisas já confirmaram esse impacto que a perda auditiva tem no declínio das funções cerebrais.

 

Muitas pessoas podem permanecer, durante anos, com o mesmo grau de perda auditiva e, mesmo assim, sentirem que a dificuldade de compreender a fala está piorando. Isso se dá porque o cérebro está em privação e o seu processamento auditivo está em declínio.

 

Pesquisas sugerem que pode haver, inclusive, uma diminuição da massa cinzenta nessa região.

 

No fim de 2017, uma publicação da revista LANCET sugeriu que 65% da predisposição para a doença de Alzheimer viriam de fatores genéticos, chamados pelos autores de "não-modificáveis". Os outros 35% seriam fatores modificáveis, neles incluído com destaque a perda auditiva, como o de maior peso.

Dr. Rosa Sancho, chefe de pesquisa da Alzheimer's Research UK, disse:

“A demência e a perda auditiva geralmente andam de mãos dadas. Tratar a perda auditiva pode facilitar a vida das pessoas que sofrem de demência.”

 

A doutora Carol Routledge, diretora de pesquisa da Alzheimer's Research UK, disse:

“Como a perda auditiva é tão disseminada, ela pode ter mais impacto no número geral de casos de demência na população do que qualquer outro fator de risco conhecido.”

 

 

Assim, pode-se concluir que esperar a dificuldade auditiva piorar para pensar em colocar os aparelhos auditivos é ir minando aos poucos a própria independência.

 

Um projeto, na Inglaterra, com o foco na doença de Alzheimer, chamado PROTECT, divulgou recentemente os primeiros resultados mostrando que, em apenas 2 anos após o início do estudo, as pessoas que usavam os aparelhos auditivos apresentaram uma melhora significativa nos testes cognitivos em comparação com os deficientes auditivos que não aderirem à reabilitação auditiva.

 

Por isso, caso apresente algum sinal de dificuldade auditiva, agende uma avaliação o quanto antes para receber todas as orientações e tratamento adequado.

 

Fga. Ms. Ariane Bonucci

 

 

 

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