MOEMA - Av. Miruna, 162 - (11) 2337-7908

( Próximo à estação Eucaliptos)

LAPA - R. Cerro Corá, 1073 - (11) 2389-5503 

(Próximo à estação Vila Madalena)

CHÁC. STO. ANTÔNIO - R. Verbo Divino, 147 - (11) 2594-9700

(Próximo à estação Alto da Boa Vista)

Siga nossas redes sociais

  • Facebook Espaço da Audição
  • Branca Ícone Instagram
  • Branca Ícone LinkedIn

ESTACIONAMENTO PRÓPRIO NO LOCAL

©  2019 por Espaço da Audição

Posts Em Destaque

Torcer na Copa pode ser perigoso para a audição; veja riscos e prevenção

June 20, 2018

A Copa do Mundo começou com muita festa em todo o Brasil. Famílias reunidas, muita bagunça e agitação marcaram os primeiros dias do torneio na Rússia. A festança, porém, tem seus riscos.

 

 

Segundo Edson Ibrahim Mitre, otorrinolaringologista e membro da ABORL-CCF (Associação Brasileiro de Otorrinolaringologista e Cirurgia Cervico-Facial), o aumento do barulho que ocorre durante a Copa pode gerar danos irreversíveis à saúde auditiva da população.

 

Ao BOL, o especialista explica os riscos e as formas que os torcedores têm de se prevenir, tanto durante o período dos jogos, quanto no dia a dia.

 

Os riscos do barulho

 

Rojões e fogos de artifício

 

“Os sons produzidos por esses instrumentos, em especial os rojões, podem chegar a intensidades muito elevadas. Eles podem ser extremamente lesivos, às vezes de forma irreversível, à audição humana”, afirma Edson. Segundo o médico, o valor, em decibéis, é muito superior ao limite saudável de 80dB. “Quanto mais alto o nível de intensidade sonora, maior o risco de prejuízo à audição em menor tempo de exposição”, alerta. Para os animais, os riscos são ainda maiores. “Como muitos animais têm uma maior sensibiliade auditiva, inlcusive a frequências sonoras que os humanos não percebem, eles estão mais sujeitos a traumas e dor nos ouvidos”, completa.

 

Cornetas e vuvuzelas

 

Não são apenas os rojões que causam lesões auditivas. O otorrinolaringologista explica que as cornetas – queridinhas da Copa do Mundo – podem parecer inofensivas, mas não são. “Brincadeiras com cornetas são perigosas. O valor, em decibéis, que uma delas pode alcançar é de 100 a 110dB”, revela. “O uso contínuo de cornetas pode causar não apenas problemas na audição, mas também contribui para o aumento dos níveis de estresse e ansiedade, o que, por sua vez, também pode aumentar o risco de doenças cardiocirculatórias”, diz.

 

Música alta

 

Outro fator de perigo é a música alta – e não apenas durante a Copa do Mundo. De acordo com Edson Ibrahim Mitre, dependendo da fonte sonora, o risco é grande: “Fones de ouvido podem chegar 85 ou 90dB, enquanto caixas de som podem passar de 120dB em shows e festas”, afirma.

 

De zumbido a perda auditiva

 

“O risco ‘mais leve’ é a alteração transitória dos limiares auditivos – aquela sensação de ouvido tapado e zumbido que duram algumas horas e depois desaparecem. O problema mais grave é a lesão definitiva da audição, causando surdez em diversos graus, podendo chegar à perda total e irreversível da audição”, afirma o médico. No caso de exposição contínua, ele ainda lembra que o barulho pode affetar o sono, o humor, além de outras partes do corpo: “A pessoas acaba ficando com insônia, irritabilidade, gastrite, arritmias cardíacas e até impotência, em alguns casos”.

 

Caminho sem volta

 

Edson comenta que, após a exposição a sons altos, não há como se prevenir. “Se houve a lesão, resta tentar o tratamento, que nem sempre é possível. A melhor conduta ainda é evitar a exposição”, alerta. O médico explica que, quando existe exposição a som alto, como uma explosão, por exemplo – é possível entrar com um tratamento medicamentoso e repouso auditivo para proporcionar melhora da audição. “ Mas, na maioria dos casos, infelizmente, as lesões são irreversíveis, restando apenas a tentativa de usar um aprelhos auditivo, à semelhança de óculos para a visão”, afirma.

 

Como se prevenir

 

Fuja do barulho

 

Segundo o otorrinolaringologista Edson Ibrahim Mitre, o melhor conselho que se pode dar a quem quer cuidar da saúde auditiva é evitar o barulho: “O ideal é ficar longe de fontes sonoras de intensidade elevada, como caixas de som, rojões e cornetas”. Durante a rotina, ele dá o mesmo conselho. “É importante evitar sons altos em todos os ambientes e situações possíveis”.

 

Use proteção

 

O especialista entende, porém, que até para quem não gosta da bagunça é difícil deixar de se expor ao barulho (tanto durante o torneio, quanto no dia a dia). Para estas pessoas, ele indica uma alternativa, “Se não for possível ficar distante, use protetores auriculares”, diz.

 

Evite rojões e fogos de artifício

 

“Rojões e fogos de artifício nunca devem ser detonados no nível das pessoas – muita atenção para quem dispara fogos de artifício do chão, próximo de prédios, pois os moradores acabam sentindo os efeitos sonoros de intensidade elevada”, explica. Edson ainda defende uma legislação que proíba a prática: “Não só diminuiria os riscos de lesão auditiva, mas também evitaria os riscos de lesões de mãos e braços, pelas explosões indevidas”. Em São Paulo, uma lei chegou a ser sancionada em maio proibindo a utilização dos fogos. Neste mês, entretanto, uma liminar suspendeu a regra.

 

Uso consciente

 

Música, principalmente com o uso de fones de ouvido, deve seguir uma regrinha para ser saudável, de acordo com o médico: “Quando estiver de fones de ouvido, o volume precisa ser regulado para que, se outra pessoa o chamar, você possa escutar sem dificuldade. Nada de som alto em carros e em festas. Se houver som alto, fique bem longe das caixas de som. Na pior das hipóteses, até mesmo um chumaço de algodão nos ouvidos pode ajudar a diminuir o som alto que chega aos ouvidos”.

 

 

Fonte: https://www.bol.uol.com.br

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

OMS adverte que 900 milhões de pessoas podem ter surdez até 2050

March 5, 2018

1/3
Please reload

Posts Recentes