Treinamento Auditivo: Otimizando os benefícios do Aparelho Auditivo

É muito comum que logo após adaptação dos aparelhos auditivos, junto com a maravilhosa sensação de ouvir novamente, os usuários estranhem ou até mesmo apresentem dificuldades em se acostumar com o novo mundo sonoro. Sons que não eram mais ouvidos, agora parecem altos demais, sons que eram percebidos de uma certa maneira, agora parecem distorcidos: a voz da amiga ficou mais fina, o latido do cachorro ficou super estridente, o telefone abafado, e outras tantas mudanças e sensações! Isso acontece, pois ouvimos com a orelha, porém escutamos mesmo é com o cérebro!

A compreensão e interpretação do som, quem faz é o Processamento Auditivo Central!

O som, para ser compreendido, deve entrar por nossas orelhas e ser traduzido pelo nosso cérebro. Para processar o som são necessárias diferentes habilidades auditivas que são responsáveis pela nossa capacidade de localizar e memorizar os sons, discriminar diferentes tipos de som, entender em ambientes ruidosos (como em festas, restaurantes), entre outras habilidades.

Para simplificar, vamos fazer uma comparação com carros e as péssimas estradas do Brasil:

Imagine uma estrada novinha, recém inaugurada, lisinha, sem nenhum buraco ou desnível, pronta para os carros correrem livremente em direção ao destino final. Uma maravilha, não é? A partir de agora, vamos supor que essa estrada é a sua via auditiva, pronta para receber os carros, que no caso da audição, correspondem aos estímulos auditivos. O destino final é o córtex cerebral auditivo, onde os sons serão interpretados e compreendidos.

Caso você tenha nascido ou desenvolvido uma perda auditiva, poucos carros (som) ou nenhum deles passarão nesta estrada, pois serão bloqueados no pedágio (que podemos comparar com uma cóclea danificada, por exemplo). Sem carros transitando, com o tempo, a estrada ficará deserta, descuidada, a ação dos ventos e das chuvas criará buracos, mato crescerá no asfalto, tornando-a inadequada para a passagem livre e veloz dos carros. A estrada abandonada é a sua via auditiva se tornando cada vez mais “fraca” pela privação auditiva, ou seja, a falta de estimulação sonora adequada causada pela perda auditiva faz com que os neurônios responsáveis pelo processamento e compreensão do som “atrofiem”. Por isso, é fundamental iniciar a adaptação do aparelho auditivo assim que a perda auditiva é diagnosticada, para que não dê tempo do nervo auditivo e as demais estruturas do sistema auditivo sofrerem com a falta de estimulação sonora.

Certo, então ao colocar o aparelho auditivo, a minha via auditiva levará o som em perfeito estado para o cérebro?

Vamos reformular a pergunta utilizando os carros e as estradas:

Certo, agora que comprei uma Ferrari vou conseguir correr na estrada? Depende de como está a estrada, muito ou pouco esburacada! Não adianta ter uma Ferrari se você só tem a oportunidade de andar em péssimas estradas, certo?






O estado da via auditiva até o córtex cerebral vai depender do tempo de privação auditiva (tempo que a pessoa ficou sem ouvir direito), causa da perda auditiva (otoesclerose, presbiacusia, neuropatia auditiva…) e outros fatores.

Treinamento Auditivo

Quanto melhor é o aparelho auditivo, melhor o processamento do som, principalmente em ambientes ruidosos, o que demandará menos “esforço” do cérebro, porém, quando a via auditiva está muito prejudicada, mesmo após a adaptação dos aparelhos auditivos, os usuários podem apresentar muitas queixas, principalmente de compreensão da fala quando o interlocutor fala mais rápido, ou em ambientes ruidosos, pois as habilidades auditivas necessárias para uma boa compreensão nestas situações estão prejudicadas. Somente a adaptação dos aparelhos auditivos já gera uma estimulação e “tratamento” dessa via auditiva abandonada. Porém, em muitos casos, não basta apenas a adaptação dos aparelhos auditivos, mas é necessário também a realização do treinamento auditivo para resgatar as habilidades auditivas e proporcionar maior capacidade de discriminação e compreensão da fala e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.

No treinamento auditivo, as habilidades auditivas são estimuladas por meio de exercícios auditivos que também envolvem atenção e memória, como discriminar sons de frequência e intensidades diferentes, prestar atenção na fala de uma pessoa enquanto ouve uma história na outra orelha, memorizar sons em sequências, entre tantos outros! A realização desses exercícios em uma certa frequência e por certo período de tempo é capaz de modificar as estruturas cerebrais, aumentando e fortalecendo as redes neurais responsáveis pelo processamento auditivo, resultando em uma audição mais eficiente e, é claro, melhorando a compreensão da fala!





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