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©  2019 por Espaço da Audição

O mundo está chamando você

A capacidade de ouvir é uma parte tão importante da nossa vida  e a maioria das pessoas nem se dá conta disso. Ouvir é um dom, mas nós o valorizamos como deveríamos? A perda auditiva é a deficiência mais comum  em  todo o mundo e sua correção pode  resultar  em uma  melhora significativa na qualidade de vida.

 

No Brasil...

- uma a cada três pessoas acima de 60 anos tem perda auditiva;

- 17% da população brasileira (cerca de 35 milhões de pessoas) possui alguma queixa auditiva;

- 1 a cada 6 jovens com faixa etária entre 6 e 19 anos possuem algum grau de perda auditiva.

Os benefícios de se ouvir bem em ambas as orelhas

 

Porque temos duas orelhas

Nossas duas orelhas agem como um tipo de estação de recepção do cérebro. Uma orelha está direcionada para a esquerda e a outra para a direita. Quando as orelhas captam o som, o cérebro calcula de que ângulo ele veio. Com apenas uma orelha funcionando adequadamente, a origem do som não pode ser determinada.

Além disso, o fator mais importante é que a qualidade do som é melhor quando se ouve dos dois lados. A fala recebida somente por uma orelha parece abafada e sem suas nuances mais ricas. Na maioria dos casos, dois aparelhos auditivos devem ser adaptados nas pessoas que possuem perda auditiva nas duas orelhas.

Função e disfunção da orelha

A orelha é um órgão muito complexo formado por três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. A perda auditiva pode resultar da lesão em qualquer uma dessas partes.

Como funciona a orelha

                                               

Orelha Externa

A orelha externa inclui pavilhão, meato acústico e membrana timpânica. Essas estruturas conduzem o som do ambiente para a orelha média. O pavilhão auricular ajuda a reunir as ondas sonoras e o meato acústico as dirige até o tímpano.

Orelha Média

A orelha média é uma cavidade preenchida por ar que contém os menores ossos do corpo humano (martelo, bigorna e estribo) que estão conectados ao tímpano e à orelha interna. A tuba auditiva é responsável por manter a pressão aérea na orelha média igual a do ambiente ao nosso redor.

Orelha Interna

Na orelha interna, o som é processado pela cóclea e as informações que afetam o equilíbrio são processadas pelos canais semicirculares. Existem minúsculas células ciliadas em toda a extensão da cóclea, que está preenchida por um líquido. Quando esse  líquido é deslocado pelas ondas sonoras, as células ciliadas se curvam. Este processo dispara uma reação química que transmite a mensagem para a área do cérebro responsável por processar e interpretar o que ouvimos.

O OUVIDO É UM ÓRGÃO SENSORIAL MUITO COMPLEXO 

PARTES

DA 

ORELHA

CAUSAS DA PERDA AUDITIVA 

Perda Auditiva Condutiva

A perda auditiva resultante de um problema localizado na orelha externa ou na orelha média é chamada de perda auditiva condutiva. É causada por algum bloqueio que impede a passagem correta do som até a orelha interna. Exemplos: rolha de cera, infecções ou calcificação na orelha média, disfunção na tuba auditiva, perfuração do tímpano.

 

Muitos dos problemas da orelha externa e média podem ser tratados com medicamentos ou cirurgia. Nos casos em que o tratamento não é efetivo, a perda auditiva resultante geralmente pode ser tratada com o uso de aparelhos auditivos.

Perda Sensorioneural

A maioria dos problemas de audição resulta de lesões nas estruturas da orelha interna.

 

As causas mais típicas são:

 

PAIR – Perda Auditiva Induzida pelo Ruído:

 

  • Ocorre de repente ou gradualmente;

  • Principal causa de perda auditiva em pessoas com idade entre 20 e 69 anos;

  • Acomete as frequências altas devido à exposição a sons/ruídos fortes no trabalho ou em atividades de lazer.

Ototoxidade – Relacionada a medicamentos

Existem mais de 200 medicamentos ototóxicos (tóxicos para os ouvidos).

 

Essa lista inclui:

  • Ácido acetilsalicílico;

  • Certos antibióticos;

  • Alguns medicamentos contra o câncer;

  • Alguns anestésicos.

Presbiacusia – Relacionado à idade

Resultado do processo de envelhecimento.

Congênita – Relacionado à gravidez e ao nascimento

Ocorre durante a gestação ou horas/dias após o nascimento, podendo ser hereditária ou não.

As principais causas são:

  • Viroses maternas (sífilis, rubéola, sarampo);

  • Complicações durante o parto;

  • Ingestão de medicamentos ototóxicos (que lesam o nervo auditivo) durante a gravidez.

Como regra, essas lesões não podem ser revertidas, mas podem ser tratadas pelo uso de aparelhos auditivos.

O grau da perda auditiva varia de pessoa para pessoa

Entre os dois extremos de se ouvir bem e não se ouvir nada, há vários graus de comprometimento. Os termos usados para descrever os graus de perda auditiva são leve, moderado, severo e profundo. A maioria das perdas auditivas é de leve a moderada.

 

O que significam os graus de perda auditiva?

 

 

Perda auditiva leve

Incapacidade de ouvir sons fracos e dificuldade para ouvir em ambiente ruidoso.

Perda auditiva moderada

Incapacidade de ouvir sons fracos e de intensidade moderada. Dificuldade considerável em entender a fala, especialmente, na presença de ruído de fundo.

 

Perda auditiva severa

Incapacidade de ouvir a maioria dos sons. Os falantes precisam aumentar a intensidade da voz para que os ouçam. As conversas em grupo são possíveis, mas somente com considerável esforço.

Perda auditiva profunda

Alguns sons muito intensos são audíveis, mas a comunicação sem aparelhos auditivos ou linguagem de sinais é muito difícil.

O impacto da perda auditiva no entendimento da fala

A perda auditiva na orelha interna (sensorioneural) inicialmente afeta sons de frequências altas. Esses sons agudos, como ‘s’, ‘f’, ‘ch’, e ‘t’, têm papel essencial no entendimento da fala.

Esta é a razão pela qual muitas pessoas sempre dizem: “Posso ouvir, mas não entendo o que está sendo dito”.

A perda auditiva reduz de forma drástica a capacidade de se entender a fala. As sentenças abaixo simulam a piora na compreensão de alguém com essa dificuldade:

 

 

 

Efeitos da Perda Auditiva

 

Demência   

 

 

Idosos com perda auditiva são significativamente mais propensos a desenvolver demência ao longo do tempo do que aqueles que mantêm a sua audição saudável.

Quedas

 

 

 

Pessoas com perda auditiva, mesmo sendo leve, são 3x mais propensas a quedas. Cada 10dB adicionais de perda auditiva aumentam os riscos de queda em até 1,4 vezes.

Saúde Mental

 

Os adultos com perda auditiva não tratada tendem a deixar de se envolver com a família e amigos, isolando-se socialmente. Tornando-se, assim, mais propensos a depressão, raiva e frustrações.

 

 

Zumbido

90% das pessoas com zumbido têm perda auditiva associada.

 

 

Memória

 

Os adultos com perda auditiva são mais propensos a desenvolver problemas para pensar e lembrar do que aqueles com audição normal. Também apresentam declínio de 30% a 40% em suas habilidades de pensamento.

Amigos e familiares tendem a perceber primeiro a dificuldade auditiva de uma pessoa querida. É importante envolvê-los no processo da avaliação com um profissional especializado.

 

Fatores de Risco

 

 

Fumar

 

 

Os fumantes apresentam um risco de 70% maior de terem perda auditiva.

Saúde Cardíaca 

Estudos demonstram que um coração saudável tem um efeito positivo sobre a audição. Por outro lado, o fluxo sanguíneo

inadequado e trauma nos vasos sanguíneos da orelha interna podem contribuir para a perda de audição.

 

 

Diabetes

A perda auditiva é duas vezes mais comum em pessoas com diagnóstico de diabetes.

 

O teste da Audição

Esse teste mede a extensão da perda auditiva por frequência. Como a perda pode ser diferente em cada uma das orelhas, estas são testadas separadamente com os fones. Tanto a percepção dos sons como o entendimento da fala são avaliados.

 

Faixa de fala

 

A fala consiste em vogais e consoantes em diferentes frequências e intensidades. Uma orelha saudável registra todos esses sons, porém, quando há uma perda auditiva, é preciso maior intensidade para ouvi-los. Dependendo do grau e da progressão dessa perda, esses elementos da fala ficam mais fracos e deixam de ser audíveis, pelo menos quando falados em intensidade natural.

AUDIOGRAMA DE SONS FAMILIARES

No gráfico “Audiograma de sons familiares”, estão representados os sons da fala (na área cinza) e alguns sons do nosso cotidiano.

 

Na vertical, temos a escala de intensidade e os graus de perda auditiva (nível de audição).

 

Na horizontal, temos as frequências da amplitude do som, desde graves (125Hz) a agudas (8000Hz).

 

Analisando essas informações, o profissional tem  uma ideia do que uma pessoa  consegue ou não ouvir.

O QUE É UM AUDIOGRAMA?

Um audiograma é uma representação gráfica de sua capacidade auditiva. Durante o teste, sua audição é testada em diferentes faixas de frequência.

Como a perda auditiva pode ser diferente em cada uma das orelhas, estas são testadas separadamente com os fones. Tanto a percepção dos sons como o entendimento da fala são avaliados.

O resultado é representado por uma curva característica em seu audiograma.

AS FREQUÊNCIAS 

A escala horizontal na parte inferior indica as diferentes frequências. As frequências baixas, (por exemplo, o ruído de um motor), estão localizadas bem à esquerda e as frequências altas, (por exemplo, o canto de um pássaro), bem à direita.

A INTENSIDADE DO SO​M

 

A escala vertical indica a intensidade em cada frequência, de suave, (na parte superior), a elevada, (na parte inferior). Os valores estão em decibel, abreviados como dB. Um ouvido humano saudável começa a perceber sons em 0 dB e atinge seu limiar de dor em 110 dB.

 

CONSEQUÊNCIAS DA PERDA AUDITIVA

 

A perda auditiva frequentemente tem consequências complexas. Muitas atividades da vida cotidiana tornam-se cada vez mais difíceis. Conversas com entes queridos, reuniões, ligações telefônicas e assistir TV podem ser particularmente difíceis. Em muitos casos, pessoas com perda auditiva afastam-se e tornam-se socialmente isoladas. Sua qualidade de vida diminui drasticamente.

CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS E EMOCIONAIS

Estudos mostram que pessoas com perda auditiva que não usam aparelhos auditivos sentem mais tristeza, medo e ansiedade que usuários de aparelhos auditivos. Eles reduzem suas atividades sociais, tornam-se emocionalmente instáveis e têm dificuldades para se concentrar.

Por outro lado, estudos mostram que usuários de aparelhos auditivos aumentam substancialmente sua qualidade de vida a partir do momento em que eles começam a usá-lo. Eles têm uma relação melhor com suas famílias, mais autoconfiança e sentem mais independência e segurança.

 

CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS

Se a perda auditiva não é corrigida, ela pode levar a problemas físicos como cansaço ou fadiga, dores de cabeça, vertigens e estresse.

Os sintomas descritos acima nem sempre são causados pela perda auditiva não tratada, mas eles são observados em muitos casos.

 

Se você sente que possui uma perda auditiva e reconhece alguns dos sintomas descritos acima, você deve entrar em contato com seu médico otorrinolaringologista.